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23.6.09

Little Ashes


Robert Pattinson é o galã do momento. Após o fim trágico em Harry Potter e o Cálice de Fogo, o ator ressurgiu para as adolescentes na pele do vampiro Edward Cullen, o bom moço virginal de Crepúsculo.

O resultado são milhões de fãs histéricas e uma carreira de filmes como mocinho, certo? Errado. A parte das fãs é certa, mas a carreira de mocinho, nem tanto. Prova disso é seu novo trabalho, Little Ashes, que o ator vive o famoso pinto espanhol Salvador Dalí.

O filme, dirigido pelo britânico Paul Morrison e escrito por Phillipa Goslett, se passa na Espanha, entre as décadas de 20 e 30 do século passado. Entraremos em contato com a vida universitária de três grandes nomes da cultura espanhola e mundial: o cineasta Luis Buñuel, o poeta Federico Garcia Lorca e o artista plástico Dalí. Mais precisamente, o affair entre Lorca e Dali, vividos por Javier Beltrán e Pattinson, respectivamente.

Exatamente isso. Uma história de amor homossexual entre grandes artistas no início do século passado. A obra com cenas um tanto transgressoras para um mocinho de teen movies é produção inglesa e espanhola e tinha previsão de estreia no Brasil em maio, mas, até agora, nada. Por enquanto, fiquem com o trailer.Por enquanto, fiquem com o trailer.

9.6.09

Do Começo ao Fim


A magia da interpretação – seja ela no cinema, na TV ou no teatro – está no fato de uma pessoa usando essencialmente seu corpo como ferramental, consiga provocar reações no público. Riso, lágrimas, tristeza, espanto, nojo e principalmente reflexão são anseios de qualquer ator e qualquer cineasta. A reflexão parece ser o desejo do cineasta brasileiro Aluizio Abranches.

Pelo menos essa é a sensação causada pelo vídeo que vazou no Youtube de seu próximo filme, Do começo ao fim. O tema é polêmico até o fim: Francisco e Thomás são meio irmãos (apenas por parte de mãe, vivida pela atriz Julia Lemmertz)e vivem uma relação homossexual e incestuosa.

Polêmica um: a homossexualidade. Abranches colocou os jovens atores João Gabriel Vasconcelos e Rafael Cardoso para viver os irmãos. Dois jovens bonitos e sem nenhum dos estereótipos habituais.

Polêmica 2: incesto. Visto como desvio de caráter, doença, aberração ou qualquer outra coisa de caráter negativo, as poucas imagens disponíveis não exaltam, mas também não criticam, apenas mostram.

E aqui aparece o trabalho do diretor: o como mostrar. Imagens calmas, elenco afinado, e fotografia do suíço Ueli Steiger são apenas alguns dos elementos que ajudam a construir essa trama.

O tema, aliás, tem aguçado a curiosidade. Desde que o vídeo vazou na internet, mais de 300 mil pessoas já o assistiram. Entretanto, a curiosidade pelo resultado final só poderá ser saciada no segundo semestre quando o filme for lançado (nas poucas salas que o Brasil habitualmente reserva para produções como essa, infelizmente).


4.6.09

Nine


Desde que Satine se balançou aos olhos de uma multidão embasbacada e de um Christian apaixonado que o cinema de musical voltou à ativa e ao seu merecido lugar de destaque. Prova disso foi o grande musical durante a última festa do Oscar, com a presença do anfitrião Hugh Jackman – fã confesso de musicais – Beyoncé, Zac Efron, Vanessa Hudgens, Amanda Syefried e Dominic Cooper.
 
Além de Moulin Rouge, outro que disputa o cargo de renovador do gênero, é Chicago, adaptação do musical da Bradway dirigido por Rob Marshall. Disputas à parte, Marshall traz para os cinemas, mais um que promete entrar a lista dos clássicos do gênero: Nine.
 
Baseado e 8 ½ , filme autobigráfico de Federico Fellini, conta os conflitos da vida de Guido Contini (vivido pelko ator Daniel Day-Lewis), um cineasta. Para essa missão, além de Day-Lewis, Marshall se cercou de um renomado grupo de estrelas, entre elas Kate Hudson (na pele de Stephanie, jornalista de moda), Marion Cotillard (de Edith Piaf a Luisa Contini, esposa de Guido), Penélope Cruz (Carla, amante de Guido), Nicole Kidman (interpretando a musa de Guido), Judi Dench e Sophia Loren, nos papéis de confidente e mãe do cineasta respectivamente. Ah, e também Stacy Fergunson, a Fergie, como a prostituta que iniciou Guido (ok, esse elenco não poderia ser tão perfeito, precisava da Fergie pra dar uma estragada).
 
Para quem assistiu e gostou de Chicago, Nine promete ser diversão garantida com muitas músicas (não sou especialista, mas fica claro no filme uma identidade sonora que liga as músicas da obra), cenas um pouco mais ‘dark’ que o padrão dos musicais e texto sempre com tiradas inteligentes. Vale a espera até o fim do ano.


2.6.09

Inglourious Basterds


Gostar do Tarantino entre aqueles que vêem cinema é quase uma obrigação. O diretor pega em cada uma de suas obras e mistura tantos elementos, de tantas origens distintas que é impossível não se identificar com alguma delas. Kill Bill, aliás, é a síntese desse estilo com western, samurais e tudo mais de cultura pop misturados na vingança da Noiva.

E mais uma vez Tarantino faz sua salada pop, dessa vez com o aval do astro queridinho não só da América, mas do mundo todo: Brad Pitt. Lançado em Cannes, Inglourious Basterds se passa na França ocupada em plena Segunda Guerra Mundial. Pitt vive o tenente americano Aldo Raine, chefe de um grupo de soldados judeus que tem a missão de eliminar a cúpula nazista.

Em sua equipe, Raine conta com americanos (Eli Roth), ingleses (Michael Fassbender) e alemães convertidos (Til Schweigger), uma judia francesa (Mélanie Laurent) e uma espiã estrela do cinema alemão (Diane Kruger). Unidos eles planejam explodir um cinema que reúne toda a elite nazista para a pré-estréia de um filme considerado o grande produto da propaganda nazista.

E é nesse cenário histórico – que facilmente viraria um drama nas mãos de Spielberg – que Tarantino constrói suas já clássicas cenas de ação com muito sangue e uma exposição tão crua das imagens que beira ao fake – basta lembrar o escalpelamento de O´ren Ishii em Kill Bill que a imagem fica clara. E é esse fake que o torna tão divertido e tão original. Confira o trailer do filme.



28.5.09

Anjos e Demônios


Já escrevi bastante sobre esse filme em matéria da Revista Paradoxo. Mas ainda assim, acho que valem algumas impressões aqui. Em primeiro lugar, Tom Hanks ainda cativa. E Robert Langdon, o simbologista vivido pelo ator, também. Disso já temos muito do carisma do filme.
 
Além disso, alguns erros cometidos na primeira obra foram dizimados dessa. O primeiro deles – e eterno motivo de vaias e xingamentos à minha pessoa – é a inexistência da Audrey Tautou. Ok, ela não está na obra literária e não estaria no filme. Mas no primeiro, a francesinha não convence como Sophie Neveu, o par romântico não cola e o resultado é uma
 dupla insossa. No novo filme, Vittoria Vetra é uma biofísica que ajuda Langdon. Mas sua participação beira a irrelevância. Langdon é o herói. É um Batman sem Robin. Que funciona melhor sempre.
 
Outro erro foi a tentativa de fidelidade ao livro. Todo mundo critica filmes com a fala “ah, mas o livro é melhor”. Claro! A ficção criada pela sua cabeça é sempre melhor. Mesmo que o cara seja um gênio, a sua imaginação é obviamente mais confortável para você. Anjos e Demônios pegou o eixo e se permitiu criar em cima. Mais um ponto positivo.
 
Itália. Ela é linda, sua história é milenar. Criar um thriler de ficção que envolve símbolos e usar a Itália é uma jogada certíssima. Eles tem, no coração de Roma, a Cidade do Vaticano, outro país com toda uma história e símbolos e mistérios que aguçam a curiosidade de qualquer um. Usar o Louvre é legal? Claro, eles tem a Monalisa. Mas Roma e o Vaticano são tão mais envolventes e fascinantes que o teto da Capela Sistina vira apenas uma imagem no filme todo. E mais: O Louvre dá pra ir sempre (basta a grana e todo o bla bla bla). Já os arquivos históricos do Vaticano. Isso é mistério de verdade.

 
E o filme tem o Ewan McGregor. Pode não ser seu papel mais desafiador, nem o que mais nos envolvemos. Mas ainda assim ele é bom. No papel do Camerlengo Patrick, McGregor representa muito bem a história e valores da Igreja Católica, dividida entre o moderno e o tradicional.
 
Em suma, Anjos e Demônios não é impecável. Tem suas falhas de ritmos, momentos mais cansativos, mas ainda assim, bem melhor que seu antecessor e ótima diversão.

26.5.09

Star Trek


Ele tem cara de nerd, jeito de nerd e o toque de Midas que transforma tudo em ouro. Trata-se de J.J. Abrams. Apesar de uma carreira já longa, seu nome ficou conhecido após o estrondoso fenômeno na TV e na Internet que é Lost. A série, em sua quinta temporada, reuniu um elenco desconhecido em uma ilha e uma história com idas e vindas que faz pouco ou nenhum sentido. E ainda assim é um dos melhores produtos de todos os tempos.

Seu mais recente toque mágico pegou a franquia Star Trek, que só não estava totalmente adormecida porque ainda produzia alguns fracassos como Star Trek: Nemesis de 2002 (sim, saiu um filme faz pouco tempo).

As aventuras de Kirk e Spock, que foram consideradas clássicas viviam um completo obscurantismo até abram colocar os olhos nela. O resultado é uma obra com novo fôlego, ação revigorada e uma dupla de astros alçada ao posto de queridinhos de todos os nerds.

Para contar sua história, Abrams abandona qualquer linha até então seguida e começa do zero. Para ser mais preciso, do nascimento do Capitão Kirk. Assistimos esse momento, os seus primeiros anos e do pequeno vulcaniano Spock, como eles se tornam a tripulação da Enterprise e, principalmente, o início dessa enorme amizade. 


A dupla, por sinal, dá todo o tom do filme. Zachary Quinto, o Sylar está impecável como Spock – a semelhança com o velho Spock, Leonard Nimoy, impressiona – e Chris Pine, deixou de ser um anônimo ator coadjuvante para alcançar um posto de galã nerd como seu rebelde e inconseqüente Kirk. 

Os coadjuvantes também fazem bonito com Karl Urban, Zoe Saldana, John Cho, Anton Yelchin, entre outros. Outro mérito de Abrams nesse projeto é o fato dele não ser um daqueles fãs religiosos da série. O resultado é que Star Trek é, antes de qualquer coisa, um filme de ação nerd, que consegue atingir uma nova geração não habituada à série e ajudar a cultivar uma nova legião de fãs. Mais uma vez, o toque de Midas de Abrams entra em ação. 

12.5.09

'Paz e amor' versão widescreen



Em agosto, o mais famoso festival de música e cultura de todos os tempos comemora 40 anos. No dia 13, estréia nos Estados Unidos "Taking Woodstock", de Ang Lee. O diretor traz para as telonas a história do livro de Elliot Tiber, “Taking Woodstock: A True Story of a Riot, A Concert, and A Life”. Nele, Elliot conta sua própria história, a partir do trabalho no hotel quase falido dos pais e a concessão do terreno para a reunião dos expoentes da música da época em um festival que mudou a cultura de toda uma geração.

Esse filme marca a volta de Ang Lee, diretor de já clássicos do drama como "O Tigre e o Dragão" e "O Segredo de Brokeback Mountain", aos filmes leves e coloridos, estes talvez os melhores adjetivos para esta época da psicodelia explosiva. O filme concorre à Palma de Ouro em Cannes, premiação que ocorre agora em maio. Aguardemos as avaliações! O filme tem tudo para cair no gosto do público afeiçoado pela história do bom e velho rock 'n roll: humor, boa música, e até algumas cenas picantes! ;)

Além disso, conta com um elenco considerado de alto nível, advindo do teatro: Liev Schreiber, Jeffrey Dean Morgan, Emile Hirsch, Kelli Garner, Paul Dano. A crítica lá fora aponta este detalhe como diferencial, pois poderemos apreciar o melhor de uma atuação com improvisações de atores não tão conhecidos e extremante talentosos. É uma característica de Ang Lee arriscar em alguns quesitos de seus filmes, mas nunca nos deixando na mão. Por enquanto, deixo o tailler oficial, para entrarmos no clima bem hippie. Preparem seus black powers e as calças boca-de-sino para o cinema!


5.5.09

Wolverine, a decepção

Quando Bryan Singer chegou às telas dos cinemas com X-Men, o mundo olhou com atenção para uma nova personagem do showbiz: o australiano Hugh Jackman. O desconhecido aparecia com as famosas garras de adamantiun daquele que um dos mais populares mutantes, Wolverine. Não teve Halle Berry e nem Patrick Stewart que chamasse a atenção mais do que ele - Ok, talvez o sempre excelente sir Ian McKellen como o sensacional Magneto. 

Naquele momento, a história estava traçada. O carisma de Jackman encantou o mundo a ponto de ele ter sido o escolhido para rejuvenescer e levantar a festa do Oscar. E a carreira solo do seu mutante estava traçada. Nove anos depois, chega aos cinemas X-Men Origins: Wolverine, o primeiro de uma possível franquia que resgatará o passado dos principais mutantes. O resultado? Decepcionante. 

A começar pela direção. Gavin Hood foi claramente escolhido por ser novo e muito mais manipulável que um Bryan Singer da vida. O resultado são cenas e mais cenas com cara de executivos. A profusão de cenas sem camisa despropositadamente e mutantes que aparecem sem função, apenas para garantir possíveis continuações. 

O enredo, a origem de Wolverine faz uma horrenda viagem à infância da personagem e de Victor Creed, o Dentes de Sabre, com Liev Schreiber na atuação mais densa do filme todo. Reconstituição histórica ruim e algo que incomoda bastante quem assiste: de um lado algumas licenças poéticas em relação ao que se via anteriormente das personagens ajudam a segurar o público novato. Do outro, personagens que fazem sentido apenas aos iniciados na série. O resultado? Não grada exatamente nem a gregos e nem a troianos. 

A falta de uma grande cena e um Wolverine extremamente meloso, por vezes piegas, tornam a brutalidade e crueza que Jackman impõe nos outros filmes da série apenas uma sombra do futuro. Uma grande cena? Difícil encontrar. Talvez a primeira cena de Gambit ou então, para citar o @deniscp, o momento que Scott Summer ouve pela primeira vez a voz do Professor Xavier. 

Off post: Vale a pena conhecer mais do universo dos super heróis no post de @syferrari no Gaveta de Criado Mudo. Imperdível!

14.4.09

As aventuras de Tintin


Muitos jornalistas, veteranos ou não, acabaram se interessando pela carreira graças ao sucesso de personagens como Clark Kent e Peter Parker. Por trás de um bloquinho ou de uma câmera fotográfica se esconde alguém com super-poderes e capaz de salvar a humanidade. Minha influência jornalística – apesar da secreta vontade de ter poderes especiais – foi um jovem jornalista que em suas viagens ajudava a combater o crime sem grandes poderes, mas som com seu faro profissional e bons amigos. Pois agora dois grandes nomes do cinema o levarão às grandes telas. O jornalista é Tintin e os nomes são Steven Spielberg e Peter Jackson.

 Com previsão de estréia para 2011, The adventures of Tintin: The secret of the Unicorn, terá direção de Spielberg e produção de Jackson. Para produzir a façanha, a dupla reuniu seu elenco e durante 32 dias capturou os movimentos que seriam animados posteriormente.

A aposta na técnica é arriscada. Desde que começou a ser utilizada já rendeu ótimos resultados como o Gollum, vivido por Andy Serkis na Trilogia O Senhor dos Anéis e alguns péssimos como todo o filme Beowulf. O problema é que, no caso do Gollum foi apenas uma personagem e Tintin será integralmente feito com a técnica, como aconteceu com Beowulf e O Expresso Polar, outro fracasso com a técnica.

A seu favor a dupla conta, além de serem Peter Jackson e Steven Spielberg que já não é pouco, com um bom elenco. No papel do jornalista investigador, a dupla foi atrás da ex-criança prodígio Jamie Bell. Agora com 23 anos, Bell ficou famoso na pele do jovem bailarino Billy Elliot. Seu companheiro, o divertido Capitão Haddock, ficou a cargo do queridinho de Jackson, Andy Serkis.  Para o vilão Red Rackman, a dupla escolheu Daniel Craig. Além desses nomes, o elenco também tem nomes como Simon Pegg, Nick Frost e Kim Stengel. Otimistas a dupla promete que esse será apenas o primeiro de uma série. Para o próximo, a idéia é que os papéis se alternem, com Spielberg na produção e Jackson na direção. 

7.4.09

Jai Ho! Jai Ho!


Ele ganhou o prêmio máximo e foi o maior vencedor da noite do Oscar desse ano. Aos olhos da academia, Slumdog Milionaire – ‘traduzido’ como Quem Quer Ser um Milionário? – é o filme do ano que passou. Ou será apenas um bom projeto que nasceu na hora certa?
 
Slumdog, com direção de Danny Boyle, vem na onda do crescimento de Bollywood – a fábrica de filmes indiana – e constrói um conto de fadas moderno. Jamal é um jovem pobre indiano apaixonado por Latika, que ele conheceu durante uma tragédia na infância dos dois. Suas vidas vão se cruzando ao longo de uma série de sofrimentos para ambos e sempre reafirmando o amor entre eles. O vilão que atrapalha os planos de Jamal de maneira voluntária ou não é Salim, irmão do protagonista. 
 
Romantismo a parte, Slumdog mostra com crueldade uma Índia sem elefantes e macaquinhos pelas ruas, mas com gente, muita gente. Esqueça as castas e as tatuagens de henna e qualquer coisa da moda indiana que assola o Brasil hoje. Boyle mostra uma periferia cruel, muito parecida, aliás, com periferias das maiores cidades do mundo. E desse contraste, entre a pobreza indiana e a beleza do amor verdadeiro que o filme se constrói.
 
A amarração do roteiro e da edição, ambos vencedores do Oscar, ajudam bastante a envolver e emocionar. O grande eixo é o jogo televisivo que dá nome à versão tupiniquim. Cada uma das perguntas feitas a Jamal remete a um fato de sua história, em ordem perfeitamente cronológica. O que poderia soar forçado acaba criando a expectativa por saber como a resposta se liga à vida das personagens e envolvendo o espectador.

Filme sem grandes nomes na atuação – apesar de Freida Pinto, a Latika, já ter sido escalada para o novo filme de Woody Allen – Slumdog não tem a cara da Academia como Benjamin Button, por exemplo. Entretanto, inova e traz uma nova cara à premiação, o que por si só já é positivo. Entretanto, os méritos do filme vão além o que fazem dele, se não uma obra com a cara da academia, pelo menos um filme inesquecível. Afinal de contas, quem se lembra de O Paciente Inglês, melhor filme de 1997?